A criança que vira o rosto para o prato faz o coração de qualquer mãe apertar. Mas a recusa alimentar na infância é mais comum do que parece — e na maioria dos casos é uma fase que passa com paciência, rotina e menos pressão à mesa.
Por que a criança recusa
O apetite da criança pequena varia de um dia para o outro e cai naturalmente após o primeiro ano de vida, quando o crescimento desacelera. Além disso, a neofobia alimentar — o medo do que é novo — é esperada por volta dos 2 anos. A criança precisa ver, tocar e cheirar um alimento várias vezes antes de aceitá-lo: até 15 exposições, em média.
O que fazer
Respeite a fome: quem decide quanto come é a criança
Ofereça o alimento de novo, em outra apresentação, sem insistir
Coma junto: a criança imita quem come à mesa
Mantenha horários fixos e limite o que fica à disposição entre as refeições
O que evitar
Nada de perseguir a criança com a colher pela casa, distrair com telas ou transformar a refeição em guerra. Trocar o prato recusado por biscoito ensina que recusa rende recompensa. E atenção: punir ou forçar aumenta a aversão e pode criar um problema que era só uma fase.
Quando procurar o pediatra
Se a criança perde peso, não cresce na curva, recusa líquidos ou mostra sinais de dor ao comer, vale avaliação. Na maioria dos casos, porém, a receita é simples: mesa tranquila, variedade, paciência e confiança no apetite que a natureza regulou.
A criança não precisa comer tudo hoje. Ela precisa aprender, aos poucos, que a mesa é um lugar seguro e gostoso.

