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    Rotina com filhos

    Criança que não quer comer: o que fazer (e o que evitar)

    A recusa alimentar é uma das maiores angústias da maternidade. Entenda as causas e construa refeições sem guerra.

    Andressa Danello1 min de leitura
    Menino comendo com garfo na mesa da cozinha

    Menino comendo com garfo na mesa da cozinha

    A criança que vira o rosto para o prato faz o coração de qualquer mãe apertar. Mas a recusa alimentar na infância é mais comum do que parece — e na maioria dos casos é uma fase que passa com paciência, rotina e menos pressão à mesa.

    Por que a criança recusa

    O apetite da criança pequena varia de um dia para o outro e cai naturalmente após o primeiro ano de vida, quando o crescimento desacelera. Além disso, a neofobia alimentar — o medo do que é novo — é esperada por volta dos 2 anos. A criança precisa ver, tocar e cheirar um alimento várias vezes antes de aceitá-lo: até 15 exposições, em média.

    O que fazer

    • Respeite a fome: quem decide quanto come é a criança

    • Ofereça o alimento de novo, em outra apresentação, sem insistir

    • Coma junto: a criança imita quem come à mesa

    • Mantenha horários fixos e limite o que fica à disposição entre as refeições

    O que evitar

    Nada de perseguir a criança com a colher pela casa, distrair com telas ou transformar a refeição em guerra. Trocar o prato recusado por biscoito ensina que recusa rende recompensa. E atenção: punir ou forçar aumenta a aversão e pode criar um problema que era só uma fase.

    Quando procurar o pediatra

    Se a criança perde peso, não cresce na curva, recusa líquidos ou mostra sinais de dor ao comer, vale avaliação. Na maioria dos casos, porém, a receita é simples: mesa tranquila, variedade, paciência e confiança no apetite que a natureza regulou.

    A criança não precisa comer tudo hoje. Ela precisa aprender, aos poucos, que a mesa é um lugar seguro e gostoso.

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    Sobre a autora

    Andressa Danello

    Olá! Eu sou a Andressa Danello, mãe de três meninas: a Celina, de 3 anos, a Isabel, de 4 meses, e a Maria Teresa, que mora no céu. Sou casada com o Bruno Danello, orientador familiar com foco em paternidade, e é com ele que divido a vida, a casa e a criação das meninas. Escrevo no Vocação de Mãe com a honestidade que eu mesma procurava quando me tornei mãe: informação confiável, acolhimento sem julgamento e espaço para todas as emoções — inclusive as difíceis. A partida da nossa Maria Teresa mudou completamente a minha vida e, por incrível que pareça, para melhor: me aproximei ainda mais dos bons valores e das virtudes. Falar sobre isso, com leveza e verdade, é também uma forma de cuidar de quem atravessa o mesmo caminho. Neste espaço, você também vai encontrar boas reviews e indicações de produtos pensados para as mães — aquilo que de verdade ajuda a melhorar a rotina da família, a casa e o dia a dia. Só o que vale a pena, sem lista infinita de enxoval. Aqui, nenhuma mãe precisa se sentir sozinha: se o seu dia foi longo, se o bebê não dormiu, se o coração está apertado, você está no lugar certo.

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