Viajar com bebê é aventura; atravessar fusos horários é uma segunda aventura. O relógio interno do bebê, ainda em formação, se desorganiza com a mudança de horários, e o resultado são noites em claro e dias sonolentos. Mas dá para reduzir o estrago com estratégias simples de exposição à luz, horários e paciência.
Como o bebê reage
Bebês pequenos têm o ritmo circadiano imaturo e sentem mais o jet lag. É comum acordarem de madrugada com fome, recusarem o sono do dia ou quererem dormir na hora errada. O importante é não entrar em pânico: em poucos dias, a maioria se ajusta ao novo horário, especialmente com a ajuda da luz natural.
Ajustando no destino
Assim que chegarem, adotem o horário do destino. Durante o dia, mantenham o ambiente claro, façam passeios e evitem cochilos longos demais perto do fim da tarde. À noite, ambiente escuro, silêncio e o mesmo ritual de sempre. A luz do sol pela manhã é o ajustador mais poderoso do relógio biológico.
No caminho
Durante o voo ou a viagem, mantenha a calma e as rotinas de conforto: amamentação, chupeta e trocas. Hidrate o bebê, já que o ar do avião desidrata. Ofereça o peito ou a mamadeira na decolagem e na aterrissagem para aliviar a pressão nos ouvidos. Roupas confortáveis e trocas de fralda frequentes evitam desconforto.
Voltando para casa
A volta costuma ser mais difícil que a ida, porque o relógio precisa se reorganizar de novo. Retomem imediatamente a rotina da casa: horários de refeição, banho e sono. Se o bebê acordar de madrugada, acolha com calma e baixa estimulação, e vá ajustando aos poucos, de quinze em quinze minutos por dia.
O jet lag do bebê passa. O que permanece é a paciência dos pais que não desistem da rotina.
