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    Desenvolvimento infantil

    Quando o bebê começa a andar: primeiros passos e sinais de atenção

    Andressa Danello6 min de leitura
    Imagem de capa do artigo Quando o bebê começa a andar: primeiros passos e sinais de atenção

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    Poucos momentos emocionam tanto quanto os primeiros passos do bebê. Depois de meses rolando, sentando, engatinhando e se apoiando nos móveis, um dia ele solta as mãos e arrisca andar sozinho. Mas a pergunta que muitas famílias fazem bem antes disso é: com quantos meses o bebê começa a andar, e quando a demora merece atenção?

    A resposta tem uma faixa larga, e comparar com o filho da vizinha raramente ajuda. Este guia explica a idade esperada, as etapas que preparam a marcha, como estimular sem pressa e quais sinais pedem avaliação, retomando os marcos do desenvolvimento do primeiro ano.

    Com quantos meses o bebê começa a andar

    A maioria dos bebês dá os primeiros passos sozinho entre 9 e 15 meses, com muitos começando por volta de 12 meses. Mas andar até os 18 meses ainda está dentro do esperado, e alguns bebês saudáveis só firmam a marcha perto dessa idade. O que importa é a progressão: um bebê que senta, engatinha ou se arrasta, fica em pé com apoio e anda segurando nos móveis está no caminho.

    Fatores como temperamento, peso, prematuridade e oportunidade de brincar no chão influenciam o ritmo. Bebês prematuros costumam ser avaliados pela idade corrigida, o que muda bastante a expectativa.

    As etapas que preparam os primeiros passos

    • Controle do pescoço e do tronco, fortalecido pelo tummy time desde os primeiros meses.

    • Sentar sem apoio, geralmente entre 6 e 9 meses.

    • Engatinhar ou se deslocar de outra forma; vale ler sobre por que engatinhar é importante.

    • Ficar em pé segurando nos móveis, por volta de 8 a 10 meses.

    • Andar de lado apoiado no sofá ou no berço, a chamada marcha lateral.

    • Ficar em pé sozinho por alguns segundos e, enfim, dar os primeiros passos.

    Nem todo bebê passa por todas essas etapas do mesmo jeito. Alguns quase não engatinham, outros engatinham para trás antes de ir para frente, e isso, sozinho, não é motivo de preocupação.

    Como estimular sem pressionar

    1. Ofereça bastante tempo livre no chão, em superfície segura, em vez de longos períodos no carrinho ou no bebê conforto.

    2. Deixe brinquedos um pouco fora de alcance para incentivar o bebê a se mover até eles.

    3. Organize móveis firmes e estáveis onde ele possa se apoiar para levantar e andar de lado.

    4. Deixe o bebê descalço dentro de casa sempre que possível, para sentir o chão e ganhar equilíbrio.

    5. Comemore as tentativas, mesmo as quedas, sem segurar o bebê pelos braços o tempo todo.

    Brincar é o melhor exercício nessa fase. A brincadeira livre e os brinquedos adequados para cada idade estimulam o movimento de forma natural, no ritmo do bebê.

    Andador: por que não é recomendado

    Apesar de muito popular, o andador não ajuda o bebê a andar mais cedo e está associado a quedas e acidentes graves, como escadas e alcance de objetos perigosos. Ele também muda a forma de apoiar os pés e pode atrasar o equilíbrio. Entenda melhor por que o andador é desaconselhado pelas sociedades de pediatria.

    Semáforo da marcha: o que é esperado, o que observar e quando procurar ajuda

    Certo

    Sinal tranquilizador: bebê que fica em pé com apoio, anda segurando nos móveis e começa a dar passos sozinho entre 9 e 18 meses, mesmo com quedas frequentes e pernas abertas no início — é o padrão esperado.

    Atenção

    Sinal de atenção: bebê que aos 12 meses ainda não fica em pé com apoio, que anda sempre na ponta dos pés depois de alguns meses de marcha ou que parece usar mais um lado do corpo — vale conversar com o pediatra na próxima consulta.

    Alerta

    Sinal de alerta: bebê que não anda sozinho aos 18 meses, que perde habilidades motoras que já tinha, que manca de repente ou sente dor ao apoiar a perna — procure avaliação médica o quanto antes.

    Criança pequena sorrindo de pé, sozinha, perto de um canteiro de flores

    Andar na ponta dos pés de vez em quando é comum no começo, mas a marcha na ponta dos pés persistente merece avaliação. Da mesma forma, um bebê molinho, com pouca força para sustentar o corpo, deve ser examinado.

    Quedas, choro e medo: faz parte do aprendizado

    Aprender a andar envolve cair muitas vezes por dia. Na maioria das quedas, o bebê cai sentado ou para frente, apoiando as mãos, e logo volta a tentar. Acolher o susto com calma, sem dramatizar, ajuda a criança a ganhar confiança. Já quedas com batida forte na cabeça, vômitos, sonolência fora do comum ou mudança de comportamento pedem atendimento médico.

    Também é comum o bebê dar alguns passos e depois parecer “regredir”, voltando a engatinhar por um tempo, principalmente durante um salto de desenvolvimento, uma doença ou a chegada de um dente. Esse vaivém é esperado: o importante é a tendência geral de avanço ao longo das semanas, e não um dia isolado.

    Sapato, pés chatos e pernas tortas

    Dentro de casa, o ideal é deixar o bebê descalço. Para sair, o sapato deve ser leve, flexível, com sola antiderrapante e bico largo — nada de solados rígidos. É normal o bebê pequeno parecer ter pé chato, porque ainda há uma camada de gordura no arco do pé, e também é comum ter as pernas levemente arqueadas nos primeiros anos. Essas características costumam se corrigir sozinhas com o crescimento.

    Segurança quando o bebê começa a andar

    Com a marcha, o mundo do bebê fica mais alto e mais perigoso. É hora de rever tomadas, quinas de móveis, escadas e objetos ao alcance das mãos. Vale manter por perto as orientações de primeiros socorros, como em casos de engasgo ou queimaduras, que ficam mais prováveis quando a criança passa a explorar tudo sozinha.

    Idade aproximada de cada conquista

    Conquista

    Faixa comum

    Observar se

    Sentar sem apoio

    6 a 9 meses

    Não sentar aos 9 meses

    Ficar em pé com apoio

    8 a 10 meses

    Não ficar em pé com apoio aos 12 meses

    Andar segurando nos móveis

    9 a 12 meses

    Não se deslocar com apoio aos 13 meses

    Primeiros passos sozinho

    9 a 15 meses

    Não andar sozinho aos 18 meses

    Checklist dos primeiros passos

    • Oferecer tempo livre no chão todos os dias

    • Deixar o bebê descalço dentro de casa

    • Retirar o andador da rotina

    • Proteger quinas, tomadas e escadas

    • Levar as dúvidas às consultas de puericultura

    • Ficar atenta aos sinais do semáforo acima

    Cada bebê tem seu próprio relógio, e os primeiros passos chegam quando corpo e confiança estão prontos. Com espaço para explorar, incentivo sem pressão e atenção aos sinais que fogem do esperado, esse marco vira uma conquista celebrada no tempo certo dele.

    Continue lendo: Marcos do desenvolvimento do primeiro ano, Andador: por que é desaconselhado, Gatinhar: por que é importante, Marcha na ponta dos pés, Bebê engatinha para trás e demora para andar e Estimulação precoce: brincadeiras por idade.

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    Sobre a autora

    Andressa Danello

    Olá! Eu sou a Andressa Danello, mãe de três meninas: a Celina, de 3 anos, a Isabel, de 4 meses, e a Maria Teresa, que mora no céu. Sou casada com o Bruno Danello, orientador familiar com foco em paternidade, e é com ele que divido a vida, a casa e a criação das meninas. Escrevo no Vocação de Mãe com a honestidade que eu mesma procurava quando me tornei mãe: informação confiável, acolhimento sem julgamento e espaço para todas as emoções — inclusive as difíceis. A partida da nossa Maria Teresa mudou completamente a minha vida e, por incrível que pareça, para melhor: me aproximei ainda mais dos bons valores e das virtudes. Falar sobre isso, com leveza e verdade, é também uma forma de cuidar de quem atravessa o mesmo caminho. Neste espaço, você também vai encontrar boas reviews e indicações de produtos pensados para as mães — aquilo que de verdade ajuda a melhorar a rotina da família, a casa e o dia a dia. Só o que vale a pena, sem lista infinita de enxoval. Aqui, nenhuma mãe precisa se sentir sozinha: se o seu dia foi longo, se o bebê não dormiu, se o coração está apertado, você está no lugar certo.

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