Viajar grávida é possível e, na maioria dos casos, seguro, desde que a gestação não tenha complicações e haja orientação do obstetra. O momento mais tranquilo costuma ficar entre a 14ª e a 28ª semana, quando os enjoos já passaram e o risco de complicações é menor. O segredo é planejar: destinos, transportes e acesso a serviços de saúde.
A melhor época
O segundo trimestre é o período mais confortável para viajar: o corpo já se adaptou aos hormônios e a barriga ainda não incomoda. No primeiro trimestre, os enjoos e o risco de complicações tornam a viagem mais delicada. No terceiro, o cansaço, o inchaço e a proximidade do parto exigem destinos perto de hospitais e a liberação do médico na reta final.
De avião ou de carro
De avião, a maioria das companhias aceita gestantes até o oitavo mês sem exigências; depois disso, pode ser preciso atestado médico. Levante e caminhe pelo corredor a cada hora para prevenir trombose, beba água e use meias de compressão se o médico indicar. De carro, use o cinto abaixo da barriga, pare a cada duas horas e evite longas distâncias sozinha.
Cuidados na bagagem
Leve a caderneta pré-natal, os exames mais recentes e a receita de medicamentos. Inclua lanches saudáveis, água e suplementos na bagagem de mão. Escolha hospedagens com hospital de referência por perto e evite destinos de risco, como lugares com zika, sem água tratada ou com vacinas não recomendadas na gestação.
Durante a viagem
Mantenha a alimentação leve e a hidratação em dia. Evite comidas de procedência duvidosa e gelo não potável. Descanse, alongue as pernas e não marque um roteiro exaustivo. Se sentir dor, sangramento ou contrações, busque atendimento no local: a gestante não deve adiar cuidados por estar viajando.
Viajar grávida com segurança é levar o pré-natal na mala e o bom senso no roteiro.
